Rankings: bons, mas não definitivos
por Fabio Volpe, em 14/07/2011 às 1h57

A Folha de S. Paulo publicou uma matéria bem interessante nesta segunda-feira (11/7), analisando vários dados sobre as escolas da cidade de São Paulo melhor posicionadas no ranking do Enem – veja aqui. O que mais chama atenção é a inexistência de um padrão definido. Entre as 40 melhores escolas da capital paulista, segundo o ranking do Enem de 2009, temos algumas instituições com mais de 40 alunos por sala de aula e outras com menos de 20 estudantes. Umas bastantes rigorosas, com taxas de reprovação acima de 10% dos alunos, e outras com índices perto de 0% de reprovação. Escolas com rotinas de mais de 8 horas de aula por dia, e colégios que não chegam a 5 horas diárias de estudo.
Imagem: Folha de S. Paulo
O levantamento permite várias interpretações. A meu ver, o principal recado é bem direto: rankings de instituições de ensino devem ser vistos com cuidado. Gosto de frisar isso principalmente por estar à frente da redação que organiza a mais tradicional avaliação de cursos superiores do país, que são as estrelas dadas às universidades pelo Guia do Estudante. Rankings são ferramentas úteis, sim; importantes, é claro; mas eles não podem ser encarados como a única fonte de informação num processo de escolha, seja de um colégio ou de uma faculdade. Do ponto de vista da quantidade de conhecimento assimilado, fica claro por esse levantamento da Folha que tanto faz um estudante de ensino médio estar ao lado de outros 40 alunos na sala de aula ou apenas junto com 15 colegas, pois existem exemplos de sucesso nas duas situações. Mas será que todos os estudantes se adaptariam da mesma maneira em ambientes de aprendizado tão diferentes? Além da quantidade de conhecimento assimilado, não é preciso se preocupar com muitas outras questões no processo de formação de um aluno, no processo de formação de um cidadão? Taí uma lição que muita gente ainda não conseguiu aprender.












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