Tendências para 2012: música, tv, mobile, tablets e redes sociais
por Victor Barbieri, em 16/11/2011 às 4h11
Texto original por Melanie Shreffler
Nós seguimos a cultura jovem e as tendências de mídia bem de perto ao longo do ano e estamos observando significativas mudanças nas atitudes e nos hábitos da Geração Y que terão um grande impacto em 2012 e além. Algumas dessas tendências, surgiram já há alguns anos, mas só agora estão se tornando realidade, enquanto outras, como os estudantes possuindo tablets, são resultado das rápidas inovações tecnológicas.
1. A posse de música acabou
A posse de música dará grandes passos para se tornar algo do passado. Os estudantes estão rapidamente adotando plataformas como Pandora e Spotify, fazendo da necessidade de possuir música, mesmo em formato digital, menos importante. Em menos de seis meses, o Spotify tornou possível para os fãs de música acessar coleções completas de artistas online, em seus tablets e telefones. Ficou mais fácil do que nunca carregar para todos os lados suas canções preferidas, todas organizadas à sua maneira, sem a necessidade de sincronizar ou fazer upload das músicas na nuvem. Para os jovens, não é mais uma questão de ser possível achar suas músicas favoritas online e ouvir no tempo livre; eles têm a expectativa de conseguir isso. E se eles não conseguem a música que querem por meio de serviços legais, eles vão achar um jeito de tê-las, mesmo que isso signifique baixar ilegalmente. As bandas que não estão presentes no Spotify – particularmente aquelas de rock indie que os estudantes gostam de “descobrir” – estão perdendo uma grande oportunidade de marketing gratuito pela integração do serviço com o Facebook, que posta o que os usuários estão ouvindo para que seus amigos vejam, curtam, comentem… E para que possam até mesmo passar a seguir diretamente esses artistas.
Enquanto essa tendência pode diminuir o valor das músicas individuais ou dos álbuns, ela adiciona valor a performances ao vivo, que não podem ser substituídas, como Jessica Robertson da MTV Hive falou recentemente. Shows também contribuem para a conexão pessoal que os fãs estão construindo com as bandas graças às mídias sociais.
2. Novos modos de ver TV
As redes de TV norte-americanas, principalmente aquelas direcionadas à Geração Y, estão tentando não passar pela mesma confusão de pirataria digital pela qual a indústria da música passou – elas estão finalmente se rendendo aos serviços de streaming. Nos meses finais de 2011, temos visto canais como The CW, Disney e ABC Family firmar parcerias com Netflix, Hulu e Amazon para oferecer seu conteúdo aos assinantes, com pouco ou nenhum atraso com relação à exibição original do show. As redes de TV perceberam que os Millennials não vão assinar serviços de TV paga caros quando eles podem ter televisão online – e montar suas próprias grades de programação – por apenas alguns dólares por mês. Então o que as companhias de televisão a cabo podem oferecer que os jovens valorizam? Acesso a internet. Isso é algo que os Millennials sempre vão precisar.
3. Ferramentas de compra mobile
Com metade da população com um smartphone no bolso, profissionais de marketing tentaram de todas as maneiras possíveis auxiliar e persuadir os consumidores a fazer compras pelo aparelho. De QR codes a aplicativos a páginas do Facebook a mensagens de texto, em 2011 tivemos de tudo. Em 2012, vamos aprender o que realmente funciona. De acordo com recente pesquisa sobre compras que os estudantes fazem na volta às aulas, as novas mídias não estão rompendo com o tradicional. Até mesmo os Millennials viciados em tecnologia não são tão receptivos às compras por QR codes. Surpreendentemente, preferem clássicos folhetos e inserções em jornais a páginas no Facebook. Isso não significa que marketing via novas mídias esteja destinado ao fracasso, mas significa que os profissionais de marketing devem aprender a comunicar melhor suas mensagens neste espaço. Mídia social significa conversa; os estudantes não querem que as marcas usem o Facebook e o Twitter como megafones para lhes comunicar produtos e ofertas; para eles, o propósito destes sites é a interação.
4. Estudantes carregarão tablets
Não, a maior parte dos estudantes não terá um iPad – apesar deles quererem muito um. Os preços ainda são muito altos e poucos ganharam um modelo dos seus pais. No lugar, eles serão orgulhosos novos donos de um Kindle Fire ou Nook Tablet, que oferecem algumas das mesmas funcionalidades de um tablet enquanto cabem no budget dos estudantes. E se eles já possuem um e-reader, eles podem transferir o histórico de compra para seu novo modelo. Esperamos que muitos estudantes desembrulharão alguns desses híbridos de tablet com readers no Natal. Não são substitutos para o iPad, mas são um passo na direção certa.
5. Twitter tomando conta
Um dos primeiros aplicativos que os estudantes vão instalar nos seus tablets é o Twitter. Enquanto o Facebook ainda é líder nas mídias sociais, os jovens estão cada vez mais usando o Twitter como uma espécie de filtro de mídia social. Os millennials já estão no Facebook grande parte de sua adolescência, fazendo centenas de amigos no site – eles adicionaram todo tipo de gente, desde pessoas aleatórias a familiares e marcas. Eles não querem desfazer amizades online (isso não é legal), então eles estão usando o Twitter como uma maneira de seguir apenas as pessoas e as marcas que eles realmente se importam em ouvir de forma regular. Apesar da rede ser mais aberta, parece mais particular porque eles gerenciaram suas conexões no Twitter, ao contrário da forma como usam o Facebook. Apesar dessa tendência começar de forma discreta, vai ganhar força quando mais jovens passam a fazer parte da rede para estar onde seus melhores amigos estão. O Twitter não vai substituir o Facebook, mas os jovens passarão mais tempo nele porque preenche um nicho particular.
Os integrantes da Geração Y também se cadastraram no Google+, mas apenas porque era a coisa cool a ser feita quando ele foi lançado. Eles acharam que a nova rede era repleta de novas possibilidades. Mas, na verdade, o Google+ falhou em tentar se diferenciar do Facebook, dando aos estudantes poucos motivos para investir seu limitado tempo em cultivar sua presença lá. Porém, o Google+ não está desistindo, mas ainda adicionando novas funcionalidades. Até o momento, porém, está lutando uma batalha já perdida. Esperamos para ver como as coisas se desenrolarão em 2012!









