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22/2/2010
Foursquare - o Twitter de 2011

por Rafael Kenski






É um site que já ganhou alguns títulos interessantes: “O próximo Twitter”, “Del.icio.us para lugares” e por aí vai. O Foursquare é um aplicativo para celular em que você simplesmente registra os lugares onde está. Com essa informação, o software:

- Avisa os seus amigos que você está ali.


- Registra na lista de lugares pelos quais você já passou.

- Dá pontos e “méritos” para a sua conta. É como um jogo. Você vai ganhando pontos quanto mais lugares diferentes você registra e, de acordo com o seu perfil, novas medalhas vão aparecendo. Se você for a pessoa que mais passa por um lugar, você vira “prefeito” daquele ponto.

- Permite que você faça indicações de cada lugar.Para quem usa, é tão simples que chega a ser viciante. Além disso, cada tipo de pessoa se apega a um ponto específico do sistema: alguns usam como um registro de lugares por onde passou (tipo um delicious) , outros usam para mostrar para os amigos o que ele tá fazendo e como é legal o lugar onde ele tá (tipo um twitter), outros para chamar os amigos (tipo um facebook ou um celular mesmo) e outros, por causa do jogo mesmo.

Tem crescido 50% ao mês, tinha cerca de 100 mil usuários em novembro e presença em mais de 100 cidades (incluindo algumas no Brasil).  As possibilidades de marketing são impressionantes, como por exemplo, deixar presentes “virtuais” pela cidade para que pessoas peguem depois. Além disso, alguns estabelecimentos já fazem promoções para o “prefeito” dali.


Muitas marcas já estão se apropriando desse espaço. É o caso da Pespi que patrocinou o ranking de Nova York tornando cada ponto que os usuário acumulavam na rede em US$ 0.04 e convertendo isso em US$ 10,000 para a ONG CampInteractive. A Warner fez outra ativação interessante para o filme Valentine's Day ("Idas e Vindas do Amor" aqui no Brasil): no canal do filme, os usuários podiam ver quais eram os lugares mais românticos para passar o dia dos namorados americano em cidades como Nova York, Chicago, São Francisco, Los Angeles e Boston. Veja mais cases legais aqui.

Tem um outro site que faz quase a mesma coisa, mas com menos hype, chamado Gowalla. Não sei quem vai ganhar, mas o vencedor estará, daqui a um ano mais ou menos, na cabeça do jovem.





 



11/2/2010
Geração: milhares de minigerações ou um só grande grupo?






por Rafael Kenski

A gente se chama Núcleo Jovem e fala tanto de “jovens” e “adultos” que acaba se esquecendo de uma questão fundamental: o que diabos é um jovem? O que caracteriza uma geração?

Tem novidades nessa discussão apontando para dois lados. Um diz que os jovens na verdade são um grupo bem heterogêneo de minigerações. Outro diz que pais e filhos estão tão similares que é quase difícil diferenciar um do outro. A verdade é que, talvez, o que a gente chama de “geração” não é mais a mesma coisa que pensávamos.


De um lado, temos as pesquisas que focam no uso da tecnologia e da privacidade. Um artigo do New York Times chamou a atenção para o fato de que, com a rápida evolução de sistemas e aparelhos que vemos hoje, os “nativos digitais” tão ficando obsoletos rapidamente.

Isso quer dizer que quem tem 25 anos cresceu em um mundo com tecnologias muito diferentes de quem tem 20, que por sua vez é diferente de quem tem 15 e por aí vai. Segundo a matéria, uma criança que nasce hoje ­– que  acha que um kindle é igual a um livro e que internet é algo que você acessa pelo celular – correrá  o risco de pagar de tiozão (desconhecendo as últimas “tendências tecnológicas”) quando chegar aos 20.

A matéria destaca umas pesquisas que mostram um pouco esses buracos entre gerações. Quanto mais jovem, maior a propensão a divulgar informações pessoais em redes sociais. Outro exemplo é a famosa (e polêmica) habilidade dos jovens ao multitasking.  Uma pesquisa da Cal State mostrou que crianças entre 16 e 18 anos fazem em média sete atividades ao mesmo tempo em momentos de lazer. Pessoas com 20 e pouco fazem só seis. Com 30 anos, cinco e meio. E todos eles são parte da chamada “Geração Y” ou “Millenials”.

Do outro lado, temos pesquisas que focam nos valores e na vida em família e que chega a conclusões quase opostas. Entre elas, está a Novos Consumidores 2, que ressaltou a importância que a mãe tem para os jovens. Na mesma linha, a Nickelodeon lançou em novembro último uma pesquisa que mostra que jovens e pais gostam de passar tempo juntos  e tem opiniões parecidas sobre o mundo. Assistem TV juntos (em 80% dos casos) e cerca de metade deles têm os mesmos gostos de filmes e de música que os pais.

Será que a diferença entre gerações é só uma questão de como usar a tecnologia, e como divulgar suas informações?





 


 



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