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28/5/2010
Maneiras “cientificamente provadas” de ser retweetado

Por Rafael Kenski


A ciência de fazer virais é algo ainda misterioso: tudo o que se sabe é por conta da intuição de quem teve sucesso aqui e ali ou por lógicas com um rigor duvidoso.  Mas o comportamento das pessoas online deixa um bocado de dados registrados, e muitas empresas estão começando a interpretá-los. Existe um campo enorme de pesquisa em “Social Media Analytics”, que oferece ferramentas para monitorar o tom das conversas sobre a sua marca em redes sociais. E tem pesquisas interessantes, como as do pesquisador Dan Zarella, da empresa Hubspot. Ele estudou milhares de contas do Twitter e do Facebook em busca de padrões que façam uma mensagem ser mais “retwitada”. Os resultados estão abaixo. Fico imaginando que tipo de resultados isso não traria no Brasil. Use com moderação.


Facebook

1.      Escreva sobre sexo. Óbvio. Mas vale também mensagens positivas e construtivas, sobre coisas que vão acontecer, em vez de eventos passados.

2.      Explique o mundo. As palavras “why”, “how” e “most” estão no topo das mais virais, o que pode indicar que a Mundo Estranho tá no caminho certo.

3.      Sem nerdismos. Apesar de “Google”, “iPhone” e “Twitter” serem algumas das palavras mais retwitadas, elas costumam fracassar no Facebook. Isso provavelmente acontece pela diferença de perfil dos dois: o Facebook reúne todo tipo de gente, enquanto o Twitter faz mais sucesso entre os nerds digitais. Talvez algo parecido aconteça com o Orkut no Brasil.

4.      Use verbos, não advérbios. O que quer dizer que mensagens longas e cheias de floreios não fazem tanto sucesso.

5.      Use números. Mostre os dados ou detalhes.

6.      Use Multimídia. Vídeos e músicas aparecem no Facebook, o que torna mais provável que pessoas compartilhem sua mensagem. Já no Twitter, a palavra vídeo tende a espantar.

7.      Escreva no fim-de-semana. Os virais do Facebook se espalham nos sábados e domingos. Não tenho tanta certeza se isso vale para o Brasil.

Os gráficos e dados por trás dessas dicas estão aqui:


Twitter

1.      Use Links. A grande maioria dos retweets contém links. No entanto, o abreviador “Tinyurl” costuma ter menos cliques que outros, como o bit.ly. Vai entender...

2.      Peça para retwitarem e anuncie novos posts. Entre as palavras mais retwitadas estão “New blog post” e “please retweet”

3.      Não fale besteiras sobre sua vida. É meio óbvio, mas as palavras menos compartilhadas são coisas como “bored”, “lol”, “Work”, “going”, “game” e outros termos usados quando se quer dizer para todo o mundo que você não tá fazendo nada na vida.

4.      Seja profundo. É algo meio difícil de interpretar, mas os retweets costumam ter mais sílabas por palavras do que a média, o que indica palavras mais complexas.

5.      Não use ponto e vírgula. É o sinal de acentuação menos retwitado. Vírgula é ok. Dois pontos também.

6.      Traga notícias. Também óbvio, mas tweets com palavras que não estão entre as mais usadas são mais populares.

7.      Dê nomes. Tweets com verbos e nomes próprios – “Caetano Veloso cai do palco” – são mais populares.

8.      Contenha as emoções: Choradeira não dá retweet. Coisas animadoras ou pontuais, como trabalho, dinheiro ou celebridades, sim.

9.      Melhor horário: 4 da tarde de sexta.

Mais gráficos e explicações aqui:


 

 


26/5/2010
O ensino de estudante-para-estudante

Por Rafael Kenski


Eu falei do Edupunk já algumas vezes: o movimento de uma educação aberta e online, usando o que de melhor as mídias digitais tem a oferecer. Dentre todas as iniciativas, um site tem se destacado e crescido bastante: o Grockit. Ele funciona como uma rede social para estudantes, mas só para estudos. Atualmente, ele funciona só para ajudar como preparatório para testes de aptidão americanos (como o GRE, GMAT, etc, parecidos com o Enem, mas mais avançados e voltados para áreas específicas). Mas, no último mês, recebeu investimentos de 7 milhões de dólares e deve dar origem à Grockit Academy, para todo tipo de assunto. Ele adota o modelo freemium (conteúdo básico de graça e alguns privilégios para quem pagar), que parece estar funcionando bem tanto em redes sociais quanto em educação a distância. Veja abaixo como funciona a brincadeira:


 - Você faz o cadastro e tem direito a uma avaliação inicial do seu nível, para saber quão bem você está quando comparado a outros usuários.


- Os simulados têm uma ferramenta muito bem feita, até com área para anotações enquanto você pensa na resposta, feedback instantâneo e divisão por níveis.

- Há um fórum onde os alunos discutem assuntos específicos da prova. A idéia é que você possa aprender bastante só participando desses grupos.

- Existem “sessões práticas” focadas em um aspecto específico da prova. São como treinamentos em forma de jogo. Você escolhe um tipo de pergunta, o formato delas, o tipo do jogo e espera que outras pessoas participem.

- Os simulados também são como jogos: você vai ganhando pontos, medalhas, etc. O site está interligado ao Facebook, então você pode mostrar essas conquistas no seu mural.

- Esse é basicamente o conteúdo aberto. Por 80 dólares mensais, você começa a ter serviços extras como:


•    Vários tipos de simulado (só é gratuita a avaliação inicial)

•    Análise do seu desempenho no simulado.

•    Personal Tutors: instrutores que avaliam suas fraquezas e forças e criam um plano de estudo personalizado para você.

•    Arquivo com todas suas respostas (e as explicações para cada uma).

•    Cursos online: mais ou menos como um cursinho a distância. É bem mais caro (399 dólares por 4 cursos).













25/5/2010
Contra o Facebook

Por Rafael Kenski

Escrevi uma newsletter inteira falando de como o Facebook ia dominar a internet, mas muita coisa mudou nesse último mês. Basicamente, os altos sonhos do Facebook de dominar a internet receberam vários contragolpes, em especial porque a empresa não parece estar ligando muito para a privacidade ou para os direitos de seus usuários. Abaixo algumas notícias da guerra (que inclui infográficos bacanas, idéias de negócios e discussões sobre privacidade).


O problema

 A principal crítica contra o Facebook é que ele oficialmente declara que não liga para a privacidade. O CEO já anunciou que acha que isso é coisa do passado, que todos têm que liberar suas informações mesmo – em parte, porque ele consegue lucrar mais com anúncios quanto mais informações puder compartilhar com anunciantes. Na prática, significa que cada vez mais cria serviços em que a configuração sugerida é que você compartilhe tudo abertamente, e criando grandes labirintos para que você mude a configuração. Alguns dos melhores infográficos do último mês foram sobre o assunto:

Info da “liberalização” das configurações padrão do Facebook

http://mattmckeon.com/facebook-privacy/

E info da dificuldade de mudar essas configurações.

http://www.nytimes.com/interactive/2010/05/12/business/facebook-privacy.html

Outras acusações incluem enviar dados do computador do usuário para anunciantes (http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704513104575256701215465596.html) e até usar as senhas do site para tentar acessar emails de jornalistas e concorrentes.

A acusação mais bizarra é a de um livro que diz que o site tentava adivinhar – olhando o comportamento, as mensagens e os perfis que você visitava – que casais se formariam e quais terminariam: http://www.salon.com/life/broadsheet/2010/05/18/facebook_relationship_predictions/index.html

 A reação

No último mês, várias “celebridades online” anunciaram sua retirada do Facebook. Também surgiu a campanha “Quit Facebook Day”, que convidava pessoas a apagarem seus perfis no site (pouco mais de 13 mil pessoas aceitaram). Não indicou muita coisa - o site cresceu mais de 3% nessa mesma semana – mas é um crescimento ligeiramente menor do que o esperado.

A capa da TIME dessa semana é sobre esses problemas de privacidade do FB, com uma imagem feita com milhares de imagens de perfis de pessoas que entraram em um grupo do tipo “Quero aparecer na capa da TIME”. Espertíssimo.

http://www.time.com/time/magazine/0,9263,7601100531,00.html

A Wired listou todos os problemas e chegou a dizer que o Facebook precisa ser parado de alguma maneira:

http://www.wired.com/epicenter/2010/05/facebook-rogue/

A solução:

Ninguém acredita muito que outra empresa possa derrubar o Facebook – até porque o problema está em colocar toda a vida pessoal das pessoas nas mãos de uma só empresa. A solução mais comentada é criar um padrão aberto de rede social, que sirva para qualquer site, possa ser modificado pelos usuários e que não fique nas mãos de uma só empresa. O principal candidato até agora é uma iniciativa “open source” chamada Diáspora:

http://www.nytimes.com/2010/05/12/nyregion/12about.html

Há também ferramentas que ajudam as pessoas a controlar um pouco melhor o seu perfil de privacidade no FB. Uma interessante é essa, que checa se a sua configuração está ou não segura:

http://www.reclaimprivacy.org/


24/5/2010
Projetos pé-na-estrada online

 Por Rafael Kenski

Denis Burgierman fez algo mais ou menos parecido quando saiu viajando pelo Brasil, entrevistando pessoas interessantes e contando uma ou outra coisa em blogs e Flickrs. Agora, projetos parecidos, mas com um viés mais artístico, estão surgindo na internet. Vejam dois exemplos.


The 3-six-5 project (the3six5.posterous.com/)

A descrição é “365 dias, 365 pontos de vista”. Durante um ano, o projeto trará todo dia uma descrição do que uma pessoa diferente fez nessa data. Os textos têm um limite de 350 palavras e contém uma foto. O interessante é ver como as pessoas mudam de lugar para lugar, de acordo com a profissão, com a época do ano, etc. Uns dias são mais interessantes, outros menos, mas o projeto como um todo deu certo.


Feito pelo filho do David Lynch (e bastante divulgado pelo pai), é um projeto que deu a volta pelos Estados Unidos reunindo depoimentos de pessoas simples. Consegue um efeito bem parecido com o do 3-six-5, mas mais cinematográfico.

Vale dar uma olhada.

 



21/5/2010
A ascensão dos anônimos

Por Rafael Kenski


Uma frase popular na rede diz que “na internet, ninguém sabe que você é um cachorro” (veio desse cartum: http://www.unc.edu/depts/jomc/academics/dri/idog.html). O anonimato que a rede permite faz que qualquer um possa dizer, fazer ou ser o que quiser. Agora, uma série de sites tenta tirar proveito desse “recurso” e trazer um pouco de anonimato para as coisas do dia-a-dia. Eles têm muitas coisas em comum: crescem rapidamente, viram moda, recebem críticas (até sendo ocasionalmente banidos de universidades) e eventualmente desaparecem.


Formspring (www.formspring.me)


Quem usa o Twitter provavelmente já acessou (ou tem) uma conta no Formspring, uma ferramenta em que você pode fazer perguntas anônimas. As entrevistas parecem interessantes, mas têm sido usadas por jovens como “máquinas de sinceridade”, incluindo comentários pejorativos, tirações de sarro e outras formas de cyberbullying. O New York Times tem uma matéria sobre o fato de que, apesar dos comentários frequentemente cruéis, adolescentes não conseguem se desvencilhar dele. O site já tem mais de 28 milhões de usuários por mês.


http://www.nytimes.com/2010/05/06/us/06formspring.html


Failin.gs (o endereço é esse mesmo…)


Quase idêntico ao Formspring, mas sem a desculpa de ser uma entrevista. A idéia aqui é dizer o que há de errado com a pessoa, ser honesto e fazer críticas “construtivas”. Além do Formspring, a inspiração são os sites betterme.com e getunvarnished.com, ambos voltados para a honestidade no – surpresa! – ambiente de trabalho.


The Honesty Box (www.facebook.com/honestybox)


O mais antigo e popular de todos – é um aplicativo para Facebook onde pessoas podem deixar mensagens anônimas e sinceras sobre você. Tem 1,6 milhões de usuários mensais.


The Hit Finder (www.thefitfinder.co.uk/witnessthefitness)


O fenômeno do mês nas universidades londrinas. É um site onde se pode fazer comentários sobre “hits”: homens ou mulheres interessantes que estiverem por perto. Você diz onde está na faculdade e dá uma descrição da pessoa. Surgiu como uma forma de aproximação: em teoria, os usuários deveriam colocar um telefone ou contato para que o tal “hit” pudesse responder. Atualmente, inclui tantos comentários ofensivos e stalkers que a administração da biblioteca da London School of Economics mandou um email a todos os alunos lembrando que a utilização desse serviço nos computadores dali vai contra a legislação da escola.


Uma matéria do Guardian sobre o fenômeno:


http://www.guardian.co.uk/education/mortarboard/2010/apr/28/fitfinder-for-university-library-crushes



19/5/2010
Já ouviram falar do Facebook?

por Rafael Kenski



"Certamente" é a resposta mais provável. Mas é fato que você ainda vai ouvir falar muito mais. Depois de ultrapassar o Google e se tornar o maior do mundo, com 400 milhões de usuários que compartilham 25 bilhões de “coisas” por mês, o site agora tem planos de se espalhar por toda a internet e até fora dela. Listamos a quantas anda o site e do que ele é capaz. É a melhor maneira de mostrar o porquê das redes sociais continuarem a ser “the next big thing”.



1 – Facebook quer derrubar o Orkut no Brasil.

O Orkut está estacionado em 26 milhões de usuários no Brasil. O Facebook tem só 3,6 milhões, mas tem crescido por volta de 15% ao mês. Parte disso vem do fato do Orkut ser muito ruim – provavelmente, o único grande produto do Google para o qual ele não dá muita atenção. A outra parte é que o Facebook tem uma estratégia explícita de entrar no Brasil: tradução para português, uma ferramenta que permite que você importe os contatos do Orkut e até visitas do Mark Zuckerberg (CEO da empresa) ao Brasil. A diferença de tamanho dos dois ainda é grande o suficiente para que vocês pensem antes no Orkut e em segundo (ou terceiro) no Facebook, mas a diferença deve mudar ao longo de 2010. Ninguém sabe direito o que vai acontecer. É provável que, como quase tudo no Brasil, role uma segregação de classes: Facebook fica para ricos e modernos, Orkut para a classe C e D.



2 – Está se espalhando por toda a internet

O Facebook possui um protocolo chamado “Open Graph”, no qual praticamente todas as páginas da internet podem ter um recurso do Facebook. O mais divulgado é o botão de “like”, que já está se espalhando por toda a internet. Entre as possíveis consequências está a de que isso no futuro vire uma ferramenta de busca melhor que o Google: eles sabem quais são as melhores matérias na “votação geral” e na opinião dos seus amigos, além de estimularem os desenvolvedores de sites a informarem ao Facebook o conteúdo de cada página.

Outra possibilidade do Open Graph é  misturar as discussões do Facebook com as que acontece no seu site. É algo mais complicado porque você deixa de ser dono dessas discussões e fica com uma parte essencial do seu conteúdo preso ao Facebook. Mas, para quem não tem uma rede social dentro do site, pode ser um jeito bem fácil de se desenvolver uma.

Pra finalizar, ele criou um avanço no Facebook Insights que permite ter uma análise muito melhor de tráfego no seu site. Como ele sabe a identidade de verdade de cada usuário, não é tão difícil fazer isso (quer dizer, se ao menos ele fizer com que as pessoas esqueçam que privacidade existe).



3 – Criou a própria moeda

O site criou também um novo sistema de “Facebook Credits”, uma moeda que pode ser usada em qualquer ponto do ambiente deles. Atualmente, cada aplicativo – de lojas a jogos como Mafia Wars ou Farmville – tem o seu próprio sistema de pagamento, cartão de crédito, etc. O Facebook quer unificar isso em torno de uma só moeda, para trazer mais comodidade aos clientes (e, além disso, ter mais controle sobre o dinheiro que ele gera e ganhar uma comissão em cima disso). Tem potencial para virar uma das grandes economias do mundo – e, quem sabe, criar novos sistemas de micropagamentos.



4 – Quer acabar com o Google Docs

A Microsoft tem uma ferramenta chamada “Docs”, a recém-lançada versão online do Office para concorrer diretamente com o Google Docs. Um dos diferenciais é que ele se conecta com o Facebook, o que facilita coordenar seus arquivos e compartilhá-los com conhecidos.



5 – Domina quase sozinho a internet por celular

Uma pesquisa britânica apontou que o Facebook lidera disparado a navegação na internet por celular em todos os quesitos. Só para dar uma referência, mais da metade dos minutos gastos online em celulares em dezembro último são no Facebook. Algumas coisas facilitam isso: há disponível um software específico compatível com todo tipo de aparelho e, claro, o Facebook domina sozinho as redes sociais na Inglaterra. Mas, levando-se em conta que os celulares são uma das principais áreas de crescimento da internet, esse novo ambiente pode facilitar ainda mais que o Facebook se espalhe pelo resto da internet.



6 – Gera dinheiro para quem participa dele

O Facebook inventou um jeito de empresas ou pessoas famosas terem uma conta no Facebook, a “fan Page”. É algo entre um perfil pessoal e um grupo: tem um perfil e permite que você passe informações. Várias empresas tem investido nessas páginas e isso dá retorno. Segundo a companhia de mídia social Vitrue calculou que cada fã em uma página dessas vale $3,60 para a empresa, julgando o poder de impressões que a página gera e aplicando sobre isso um CPM de $5.



7 – Traz felicidade (mas também sífilis) para quem tá nele

Uma pesquisa feita pelo próprio Facebook apontou que as pessoas que mais usam o site costumam apresentar maiores níveis de bem-estar, avaliado em termos de “capital social” (ou a capacidade de receber apoio ou ajuda de amigos).

Outro estudo interessante da Inglaterra mostrou que usuários do Facebook tem maiores índices de sífilis. Segundo os pesquisadores, a explicação é que usuários do site têm maior facilidade para encontros de “sexo casual”, o que ajuda a propagar a doença.



17/5/2010
Twitter irá lançar ferramentas para empresas
Está confirmado: em breve, o Twitter - que já bateu a marca dos 100 milhões de usuários -  terá novidades para o público corporativo. As contas empresariais irão poder receber mensagens diretas de qualquer internauta (mesmo que o perfil da empresa não o siga), customizar melhor sua página e irão ganhar um selo “Verified Account”. Além disso, as contas poderão ser alimentadas por vários usuários e aceitarão direct messages de todas as pessoas.

 

Essas são apenas algumas das novidades disponíveis para o "Twitter Business Center",  que é como foi batizado a versão corporativa do site.  Segundo o site Mashable, algumas contas já possuem essas características (em fase de teste), mas as irão se expandir de uma forma progressiva para as demais.

 

Cerca de 40% dos usuários brasileiros tem entre 21 e 25 anos. A cada minuto pipocam 36 mil twitts no planeta. Mas a desigualdade é alta nessa nação: 5% dos usuários são responsáveis por 75% dos twitts. E a grande maioria não posta nada, nunca.

 


11/5/2010
Os jovens vão deixar de viajar?

por Rafael Kenski



Desde que surgiu a internet, umas das primeiras discussões era se o mundo online ia ou não substituir o contato físico. Hoje, há um consenso em torno da idéia de que não, que a internet é só mais uma camada na vida como ela sempre existiu, que deixa tudo mais interessante e interligado e conecta o local com o global.

Só que parece que essa velha pergunta se recusa a morrer, e ressurgiu em um novo relatório produzido pela Future Foundation para o site lastminute.com, chamado “The Future of Free Time”.

O estudo consta algumas novidades:

- Uma nova geração de jovens tem tantos aparelhos, televisões 3D, jogos imersivos e outras opções de entretenimento que se sente pouco estimulada em sair de casa.

- Aqueles que viajam querem mais coisas exclusivas, interessantes, exóticas ou perigosas do que luxuosas. Isso já foi discutido em outras pesquisas: aparentemente, as pessoas querem coisas que gerem boas histórias ou que ressaltem a vaidade, mais do que simplesmente “viver a boa vida”.

- Museus, shows e coisas do mundo real vão ter que se esforçar para competir nesse ambiente, garantindo uma presença forte no mundo online (grande parte das recomendações de passeios e viagens vem dali) e incluindo displays, elementos interativos e outras coisas exóticas e excitantes que eles não terão no ambiente doméstico.



5/5/2010
Leia livros por RSS (ou e-mails)

por Rafael Kenski

A tendência dos nanoconteúdos – de que qualquer conteúdo pode ser quabrado em pequenos episódios – invadiu a literatura. O site Daily Lit criou um sistema de distribuição de livros em pílulas, incluindo clássicos. Esses pedaços de texto são encaminhados por email ou RSS, para serem lidos mais facilmente na frente do computador ou por celular.

Há várias opções, desde o serviço gratuito, com obras em domínio público, ao pago, com várias obras atuais. Há também a opção de receber livros que não estão em domínio público com anúncios no meio da obra – que pagam a disponibilização da obra.

V
ocê ainda pode escolher a frequência com que você quer receber as atualizações, o tamanho de cada uma delas e o formato.


 



4/5/2010
Entre para a economia de bens virtuais

por Rafael Kenski


A economia de bens virtuais – símbolos, arquivos, roupas e elementos que só existem em jogos online, e não no mundo real – cresce sem parar desde que surgiu a internet. Em 2010, deve movimentar assustadores 1,6 bilhões de dólares só nos EUA  e algumas vezes isso na Ásia. Conheça duas propostas recentes de projetos que brincam com economias virtuais.



1 – Moeda da Kelloggs

Para divulgar o cereal achocolatado Krave, a empresa criou o que chamou de “Choc Market”. Os jovens ganham “choc chunks” (a moeda do jogo) cumprindo tarefas como preencher o cadastro, convidar amigos, publicar frases ou taguear fotos relacionadas ao produto no Facebook. Eles usam então esses “chunks” em leilões por prêmios oferecidos pela Kelloggs. O interessante é que é há uma ferramenta para doar essa moeda para outros jogadores, o que permite que as pessoas vendam os “choc chunks” e cria uma cotação da moeda virtual em relação ao dólar. Parece ter dado certo: a Fan Page da promoção no Facebook tem 54 mil inscritos.



2 - Little World Gifts

É uma “boutique de brindes virtuais” para iPhone. O aplicativo traz objetos em 3D com os quais você pode brincar ou interagir. Pode ser usado como lembrança de uma festa de aniversário, um evento ou até um museu: quem visitava a exposição do Picasso no Tate Liverpool levava uma reprodução interativa de uma das obras.



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