Categoria ‘Engage: Gen Y’

Construa um exército de influenciadores

por Victor Barbieri, em 21/12/2011 às 5h14

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Texto original por Patrick Evans

Muitas vezes os profissionais de marketing falam sobre tentar ganhar influenciadores ou, em outras palavras, influenciar aqueles que têm influência sobre muitas pessoas.

As empresas tentam fazer isso de diversas maneiras, como oferecer a consumidores supostamente influenciadores em uma grande audiência a possibilidade de fazer test drive de carros por alguns dias ou conseguir amostras grátis de seus produtos.

Essa prática é difundida especialmente entre quem quer ganhar a atenção e o bolso do consumidor da Geração Y. O problema é que esses jovens não necessariamente confiam nesses influenciadores: eles confiam nos seus amigos.

Uma recente pesquisa da Deloitte descobriu que 90% dos consumidores dessa geração pedem opiniões a seus amigos a respeito de marca e produtos e 80% dizem que seus amigos têm alguma influência na decisão de compra.

Os amigos dos jovens – e não blogs, sites com resenhas, usuários de mídias sociais ou estrelas do YouTube – têm uma grande influência. É por isso que os profissionais de marketing e publicitários, especialmente aqueles que trabalham em empresas com uma forte presença em redes sociais, precisam focar em ganhar cada uma das interações com os consumidores da Geração Y.

Claro, um usuário pode ter mais seguidores no Twitter ou amigos no Facebook, mas, baseado nos números, uma pessoa com muito menos fãs ou seguidores pode acabar tendo uma influência ainda maior em uma eventual compra.

Pelo fato de cada membro dessa geração ser um possível influenciador, você não pode passar a oportunidade de influenciar positivamente cada consumidor com o qual você faz contato.

Procure focar em ganhar interações menores e individuais para construir um exército de consumidores jovens autenticamente recomendando seu produto, ao invés de pagar pela atenção de alguns poucos influenciadores “famosos”.

Tendências para 2012: música, tv, mobile, tablets e redes sociais

por Victor Barbieri, em 16/11/2011 às 4h11

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Texto original por Melanie Shreffler

Nós seguimos a cultura jovem e as tendências de mídia bem de perto ao longo do ano e estamos observando significativas mudanças nas atitudes e nos hábitos da Geração Y que terão um grande impacto em 2012 e além. Algumas dessas tendências, surgiram já há alguns anos, mas só agora estão se tornando realidade, enquanto outras, como os estudantes possuindo tablets, são resultado das rápidas inovações tecnológicas.

1. A posse de música acabou

A posse de música dará grandes passos para se tornar algo do passado. Os estudantes estão rapidamente adotando plataformas como Pandora e Spotify, fazendo da necessidade de possuir música, mesmo em formato digital, menos importante. Em menos de seis meses, o Spotify tornou possível para os fãs de música acessar coleções completas de artistas online, em seus tablets e telefones. Ficou mais fácil do que nunca carregar para todos os lados suas canções preferidas, todas organizadas à sua maneira, sem a necessidade de sincronizar ou fazer upload das músicas na nuvem. Para os jovens, não é mais uma questão de ser possível achar suas músicas favoritas online e ouvir no tempo livre; eles têm a expectativa de conseguir isso. E se eles não conseguem a música que querem por meio de serviços legais, eles vão achar um jeito de tê-las, mesmo que isso signifique baixar ilegalmente. As bandas que não estão presentes no Spotify – particularmente aquelas de rock indie que os estudantes gostam de “descobrir” – estão perdendo uma grande oportunidade de marketing gratuito pela integração do serviço com o Facebook, que posta o que os usuários estão ouvindo para que seus amigos vejam, curtam, comentem… E para que possam até mesmo passar a seguir diretamente esses artistas.

Enquanto essa tendência pode diminuir o valor das músicas individuais ou dos álbuns, ela adiciona valor a performances ao vivo, que não podem ser substituídas, como Jessica Robertson da MTV Hive falou recentemente. Shows também contribuem para a conexão pessoal que os fãs estão construindo com as bandas graças às mídias sociais.

2. Novos modos de ver TV

As redes de TV norte-americanas, principalmente aquelas direcionadas à Geração Y, estão tentando não passar pela mesma confusão de pirataria digital pela qual a indústria da música passou – elas estão finalmente se rendendo aos serviços de streaming. Nos meses finais de 2011, temos visto canais como The CW, Disney e ABC Family firmar parcerias com Netflix, Hulu e Amazon para oferecer seu conteúdo aos assinantes, com pouco ou nenhum atraso com relação à exibição original do show. As redes de TV perceberam que os Millennials não vão assinar serviços de TV paga caros quando eles podem ter televisão online – e montar suas próprias grades de programação – por apenas alguns dólares por mês. Então o que as companhias de televisão a cabo podem oferecer que os jovens valorizam? Acesso a internet. Isso é algo que os Millennials sempre vão precisar.

3. Ferramentas de compra mobile

Com metade da população com um smartphone no bolso, profissionais de marketing tentaram de todas as maneiras possíveis auxiliar e persuadir os consumidores a fazer compras pelo aparelho. De QR codes a aplicativos a páginas do Facebook a mensagens de texto, em 2011 tivemos de tudo. Em 2012, vamos aprender o que realmente funciona. De acordo com recente pesquisa sobre compras que os estudantes fazem na volta às aulas, as novas mídias não estão rompendo com o tradicional. Até mesmo os Millennials viciados em tecnologia não são tão receptivos às compras por QR codes. Surpreendentemente, preferem clássicos folhetos e inserções em jornais a páginas no Facebook. Isso não significa que marketing via novas mídias esteja destinado ao fracasso, mas significa que os profissionais de marketing devem aprender a comunicar melhor suas mensagens neste espaço. Mídia social significa conversa; os estudantes não querem que as marcas usem o Facebook e o Twitter como megafones para lhes comunicar produtos e ofertas; para eles, o propósito destes sites é a interação.

4. Estudantes carregarão tablets

Não, a maior parte dos estudantes não terá um iPad – apesar deles quererem muito um. Os preços ainda são muito altos e poucos ganharam um modelo dos seus pais. No lugar, eles serão orgulhosos novos donos de um Kindle Fire ou Nook Tablet, que oferecem algumas das mesmas funcionalidades de um tablet enquanto cabem no budget dos estudantes. E se eles já possuem um e-reader, eles podem transferir o histórico de compra para seu novo modelo. Esperamos que muitos estudantes desembrulharão alguns desses híbridos de tablet com readers no Natal. Não são substitutos para o iPad, mas são um passo na direção certa.

5. Twitter tomando conta

Um dos primeiros aplicativos que os estudantes vão instalar nos seus tablets é o Twitter. Enquanto o Facebook ainda é líder nas mídias sociais, os jovens estão cada vez mais usando o Twitter como uma espécie de filtro de mídia social. Os millennials já estão no Facebook grande parte de sua adolescência, fazendo centenas de amigos no site – eles adicionaram todo tipo de gente, desde pessoas aleatórias a familiares e marcas. Eles não querem desfazer amizades online (isso não é legal), então eles estão usando o Twitter como uma maneira de seguir apenas as pessoas e as marcas que eles realmente se importam em ouvir de forma regular. Apesar da rede ser mais aberta, parece mais particular porque eles gerenciaram suas conexões no Twitter, ao contrário da forma como usam o Facebook. Apesar dessa tendência começar de forma discreta, vai ganhar força quando mais jovens passam a fazer parte da rede para estar onde seus melhores amigos estão. O Twitter não vai substituir o Facebook, mas os jovens passarão mais tempo nele porque preenche um nicho particular.

Os integrantes da Geração Y também se cadastraram no Google+, mas apenas porque era a coisa cool a ser feita quando ele foi lançado. Eles acharam que a nova rede era repleta de novas possibilidades. Mas, na verdade, o Google+ falhou em tentar se diferenciar do Facebook, dando aos estudantes poucos motivos para investir seu limitado tempo em cultivar sua presença lá. Porém, o Google+ não está desistindo, mas ainda adicionando novas funcionalidades. Até o momento, porém, está lutando uma batalha já perdida. Esperamos para ver como as coisas se desenrolarão em 2012!

Conseguindo o segundo encontro

por NJovem, em 10/10/2011 às 4h28


Texto original por Cori Ferman

Para se relacionar bem com os jovens da Geração Y (ou Millennials), é necessário conhecê-los bem. Responda verdadeiro ou falso para as afirmações abaixo para descobrir se você tem o conhecimento necessário para tanto:

(1)  O TRU Study 2011 diz que 36% dos Millennials “…prefereriam passar seu tempo livre mais com a família do que com amigos”.

(2)  “70% dos Millennials afirmam se sentir mais animados quando seus amigos concordam com eles sobre onde comprar, comer ou jogar”.

(3)  Os Millennials são mais propensos a se tornar amigos e/ou seguir uma marca para obter descontos ou brindes.

Se você respondeu “Verdadeiro” para todas acima, parabéns; você está no caminho certo para conseguir um primeiro encontro com eles. Agora, a parte importante é o que acontece depois, para conseguir marcar um segundo encontro.

Fazer do “curtir” do Facebook um “curtir” no mundo real custa muito mais do que um jantar. As marcas precisam se lembrar de alimentar as conexões primeiramente estabelecidas por meio de descontos e ofertas especiais para torná-las um relacionamento de verdade.

Se querem transformar o primeiro encontro em algo mais, as marcas precisam continuar a oferecer algo de valor, e que não necessariamente tem a relação com preço (material, emocional, mental ou físico). Porque, como todos experimentaram direta ou indiretamente em algum momento, se você é muito materialista e/ou insípido corre o risco de ser deixado para trás por uma marca diferente com mais substância. Assim como pode acontecer em um encontro de uma noite, no dia seguinte você pode saber como atingir o seu público, mas ele não vai querer se associar a você.

Então aqui vão algumas dicas de como as marcas podem conseguir um segundo encontro com os Millennials:

* Reconheça aqueles que são importantes em suas vidas e descubra maneiras de fornecer experiências de marca que podem ser compartilhadas com família e amigos, ainda mais quando falamos de um público que tem optado por deixar a casa dos pais mais tarde.  Faça com que a experiência seja válida para além do ponto de contato central.

* Assim como eles compartilham com as pessoas que gostam encontros que tenham sido bons, também irão compartilhar histórias sobre uma marca. De acordo com o Spring 2011 Cassandra Report, os Millennials “… apreciam o valor de determinado item pelo poder da sua história e designam histórias ficcionais aos objetos”. Então pense em como continuar a adicionar conteúdo à sua história com os jovens.

* Muitos jovens têm o pensamento “Eu sou o que eu compartilho” e preferem ser produtivos mesmo quando isso não é esperado deles. Como eles querem ser vistos e conhecidos pelo conhecimento que possuem, dê oportunidades para que sua marca seja usada de forma a ensinar, informar, inspirar e animar.

Geração ‘open source’

por Victor Barbieri, em 12/09/2011 às 12h38

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Texto original por Melanie Shreffler

Não há um dia que passe sem que tenhamos evidência da natureza colaborativa dos jovens da Geração Y (ou Millennials), seja quando estamos pesquisando uma resposta a respeito de um problema tecnológico (obrigado, fóruns de desenvolvedores de Android!) ou apenas ouvindo música (a canção que Matt & Kim, Soulja Boy e Andew W.K. fizeram para a Converse – veja abaixo). Talvez porque eles cresceram na época mais conectada da história, os Millennials compartilham abertamente e ajudam os outros a cada chance que tenham.

Por quê? Ajudar os outros também os ajuda, seja direta ou indiretamente. A colaboração com outros constrói uma rede de outros jovens da mesma idade a qual eles podem se voltar quando precisarem de ajuda. Além disso, adicionando seu próprio conhecimento ao conhecimento coletivo de todo o mundo – à la Wikipedia – eles estão ajudando a fazer do mundo um lugar melhor, o que é importante para os Millennials. Conseguir os créditos é compensação suficiente para os seus esforços; eles querem ser conhecidos como a pessoa que resolveu um problema ou respondeu a uma questão ou falou para seus amigos sobre o próximo grande assunto sobre o qual todos vão falar.

A natureza colaborativa desses jovens é importante para que os profissionais de marketing e anunciantes a considerem ao entrar em contato com eles. Aqui estão alguns exemplos:

Eles querem ser os primeiros a descobrir as novidades e compartilhá-las com seus amigos. Quando os Millennials descobrem algo novo, eles não usam esse conhecimento como uma vantagem competitiva; eles passam adiante, não apenas aos amigos, mas a qualquer um que possa achá-lo útil. Esse é motivo suficiente para que as marcas se mantenham ativas nas redes sociais e compartilhem informações com os fãs. Falar primeiro a eles sobre produtos ou lançamentos ajuda-os a manter seu papel de expert, daquele que está por dentro das novidades, e faz com que se sintam especiais sempre que podem compartilhar informações sobre suas marcas favoritas.

Eles são individuais, mas apreciam o conhecimento e opiniões do coletivo. Este é um paradoxo dos Millennials; eles querem ser vistos como únicos, mas querem aprender com os outros. Eles adotam novas opiniões, estilos, gírias – qualquer coisa que achem útil – e misturam com o que eles já sabem e fazem.

Por querer tanto compartilhar e aprender, a Geração Y não se encaixa em estereótipos comuns de jovens – o atleta, o nerd etc – ao contrário, eles são uma mistura de vários desses tipos. O atleta pode também ser hipster; a garota trendy pode também ser geek. Comunicar-se com os Millennials baseando-se em um interesse ou uma atitude únicos ignora uma grande parte do que eles são. A colaboração da Converse é um ótimo exemplo, misturando sons de indies, rappers e metal; os Millennials não se limitariam a ouvir apenas um desses gêneros, pois podem encontrar algo de interessante em cada um deles.

Eles compartilham com os profissionais de marketing e as marcas com as quais se importam e querem ver seus conselhos sendo ouvidos.  Jovens consumidores não são tímidos na hora de compartilhar suas opiniões porque querem ajudar suas marcas favoritas a se tornarem ainda melhores. Mas simplesmente falar não é suficiente para esse grupo. Eles querem evidência que estão sendo ouvidos. E isso pode ser tão simples como ter um comentário respondido no Facebook (o que, aliás, é algo esperado por eles).

Para finalizar, compartilhamento é uma via de mão dupla, o que faz dos Millennials céticos com marcas que não compartilham com eles. Eles vão evitar empresas que se escondem. Eles esperam que sejam tão abertas a compartilhamento como eles são.

Jovens com múltiplas personalidades

por Victor Barbieri, em 10/08/2011 às 4h23

Texto original por Cori Ferman

Nós temos vivido com múltiplas personalidades há anos. A Geração Y é conhecida por mostrar diversas caras online muito antes de que se começasse a falar dos “Círculos” do Google+.

Alguns usavam seus outros “eus” nos programas de mensagens instantâneas e em salas de bate-papo, enquanto outros estendiam suas vidas naquilo que “não existia”, como no Second Life.

E bem no momento quando se questionavam sobre a primeira ou até mesmo a segunda vida que viviam, plataformas de videogame como Wii e Xbox tornaram possíveis versões mais mainstream, socialmente aceitas e comuns com avatares customizáveis.

Hoje em dia, nós criamos e utilizamos parâmetros que nos permitem filtrar versões de nós mesmos pelas plataformas sociais que conhecemos, como Facebook e Picasa. Porque, como o Instagram nos lembra, “Como no Facebook, você tem que se comportar. Você tem que pensar que suas palavras são parte da sua personalidade”. Todo esse filtro algumas vezes faz com que os introvertidos tornem-se mais extrovertidos e os extrovertidos mais introvertidos.

Voltando ao Google+, sem considerar se a plataforma é boa ou não, a ferramenta de “Círculos” pode ensinar às marcas algo útil.

As capacidades de filtro mostram quão modulares nós realmente somos, sempre fomos e como compartilhamos diferentes pedaços de nós mesmos com diferentes pessoas. Nós temos uma persona para o trabalho, outra para família, outra para amigos e assim em diante.

Fazemos isso como uma forma de economizar as caras, seja qual estamos usando no momento, para que tentemos evitar cometer erros ao compartilhar informações demais com a pessoa ou grupo de pessoas errados.

Apesar de parecer mais complicado, não há desordem. Dividir-nos em diferentes personalidades, de alguma forma, cria ordem, fazendo a vida mais simples. Como o Google+ explica, “você compartilha diferentes coisas com diferentes pessoas. Mas compartilhar as coisas certas com as pessoas certas não deveria ser uma dificuldade. A ferramenta de Círculos facilita colocar seus amigos das noites de sábados em um círculo, os pais em outros e o chefe em um círculo próprio, assim é na vida real”.

Assim, faz sentido que as marcas pensem na forma como se conectam conosco. Nós nos segmentamos, apresentando diferentes pedaços em diferentes lugares. Então, quando estabelecer conexão com os jovens:

  • Considere como fazer com que eles repercutam com a audiência correta da forma correta;
  • Reconheça que as conexões não devem se limitar a um único contato e que há mais de uma forma correta de fazê-las ao mesmo tempo.

Lembre-se que a Geração Y é multi-dimensional com múltiplas personalidades, incluindo mães, pais, estudantes, profissionais, colecionadores do Cabeça de Batata, amentes de cachorros e jogadores de futebol.

Conveniência, customização e facilidade de compartilhamento

por Victor Barbieri, em 25/07/2011 às 5h16

Texto original por Sharalyn Hartwell

O recente buzz ao redor do Google+ é o tipo de coisa que pode fazer com que profissionais de marketing e mídias entrem em pânico, lamentando novamente: “Quer dizer que há outra coisa que os jovens estão fazendo em massa e nós temos que alcançá-los lá também?”.

Relaxe. Não é tão difícil como parece priorizar os seus esforços de marketing para atingir a atenção esquizofrênica que a Geração Y aparenta ter com relação a tudo e nada ao mesmo tempo.

De acordo com uma recente pesquisa da Magid Generational Strategies sobre o comportamento de mídia dos Millenials, e o esclarecimento que vem com o rastreamento desses dados nos últimos cinco anos, aparentemente três coisas formam um conteúdo relevante para os jovens: conveniência, customização e facilidade para compartilhar.

Conveniência. Mídia e tecnologia são importantes para os jovens, mas eles querem que elas se adequem ao redor das suas vidas. Eles têm pouco interesse e paciência no contrário. Por exemplo, os jovens da Geração Y têm mais probabilidade de assistir a programas de TV online do que os Baby Boomers ou a Geração X. Apesar disso trazer medo aos operadores de TV paga, o estudo sugere que a motivação de um jovem para assistir a um programa online tem menos relação com o fato de ser grátis, mas sim com a conveniência de assistir exatamente onde ele/ela quer, enquanto as outras gerações são mais motivadas por economias.

Outros comportamentos de mídia que a Geração Y apresenta, como assistir a TV e vídeo nos seus celulares, assistir a filmes online e ouvir podcasts, também têm relação com a conveniênica. Não é que eles não estão assistindo à televisão em uma televisão ou querem ver filmes em casa ou em um cinema, mas eles são atraídos para opções que permitem com que façam essas coisas quando eles quiserem.

Customização. Os jovens da Geração Y se acostumaram a serem colocados todos juntos sob estereótipos geracionais, mas eles sabem que são diferentes. Sabem que cada um deles é único e, na verdade, encorajam a individualidade. Eles foram a primeira geração de crianças a aproveitar canais de televisão totalmente dedicados a eles. Mais tarde, eles não tiveram que escolher um de seis jogadores pré-criados em jogos de videogame, mas puderam criar e jogar com seus próprios avatares. Eles estão acostumados à customização.

A forma como ouvem música reflete essa expectativa pela customização. Eles escutam mais música em seus aparelhos pessoais de MP3 ou via streaming e não no rádio. Obviamente, eles escolhem músicas em seus próprios iPods, mas também gostam de criar estações customizadas no Pandora ou ouvir exatamente a música que desejam, e no momento em que desejam, em serviços como o GrooveShark ou o recém-lançado Spotify.

Facilidade de compartilhamento. Quando o assunto é esse, a grande popularidade de sites como Facebook e Twitter entre os jovens se resume a uma coisa – eles facilitam o compartilhamento com sua rede pessoal. Redes pessoais (conhecidas como amigos e família) são incrivelmente importantes para os Millenials. Seus pais lhes ensinaram a importância dos amigos, e é isso o que os jovens sempre levaram em consideração. Eles estão levando essa perspectiva para a vida adulta e agora procuram por formas para compartilhar ideias e dicas, assim como detalhes de suas vidas, com as pessoas com quem se importam. Produtos e serviços que permitem a facilidade para compartilhar vão casar bem com os Millenials.

A importância de integrar os mundos on e offline dos jovens para ter sucesso

por Victor Barbieri, em 07/07/2011 às 5h39

Texto original por Erika Brookes

O que vem à sua cabeça quando você imagina o comportamento de uma “típica” adolescente? Hoje, pensamos em uma jovem no shopping, rodeada por suas BFFs (“best friends forever”), grudadas em seu iPhone (ou BlackBerry ou Android), muito provavelmente enviando mensagens de texto a suas outras 15 amigas que não estão no shopping, ao mesmo tempo em que atualiza seu Facebook para checar se alguém postou algum conteúdo novo ou atualizou seu status. A adolescente de hoje é o ser multi-tarefa definitivo.

Profissionais de marketing são desafiados a passar por essa abundância de canais midiáticos para alcançar o mercado adolescente americano, apesar da sua renda (ou mesada) limitada. Entretanto, com o aumento da atividade em aparelhos móveis e as redes sociais, os publicitários podem, na verdade, investir nesses canais mais diretos para atingir esse grupo de jovens consumidores.

Adolescentes são grandes usuários móveis e aumentam a sua presença no mercado de smartphones – nos Estados Unidos, um em cada três jovens entre 12 e 17 anos possuem um. Mas eles não usam necessariamente esses aparelhos para falar (conforme falamos aqui). Na verdade, sem contar os idosos, esses jovens são a população que menos fala ao telefone. O que interessa é escrever mensagens de texto e usar mídias sociais.

Os adolescentes valorizam interações sociais reais com os amigos. Eles querem passar um tempo longe dos pais e se socializar com os amigos, seja fisica ou digitalmente. Assim, não é nenhuma surpresa que, quando com um aparelho móvel, esses jovens procuram as maneiras mais fáceis de se conectar com eles. Eles estão enviando mais de 3 mil mensagens de texto, em média, ao mês!

Esse público também representa uma grande parte dos usuários de mídias sociais. De acordo com uma pesquisa da Arbitron & Edison, 43% de todos os consumidores norte-americanos com 12 anos ou mais usavam redes sociais em aparelhos móveis em fevereiro deste ano, contra 32% em 2010. Com os smartphones tornando-se o celular padrão, o site eMarketer prevê que 31% dos usuários móveis usarão smartphones. A quantidade de tempo que os jovens (ou qualquer outra pessoa) passa em redes sociais nos celulares cresce rapidamente da mesma maneira.

O Facebook tem hoje 250 milhões de usuários e, mais importante, os usuários móveis são duas vezes mais ativos que os não-móveis. De acordo com dados de março da comScore, o número de visitantes em todos os sites móveis de redes sociais aumentou 46% nos três meses anteriores.

Examinando especificamente decisões de compras no varejo, uma adolescente que entra em uma loja, com amigas ao seu lado e um celular na mão, será influenciada por diversos fatores: as opiniões das colegas, qualquer pesquisa que ela possa fazer via web móvel, e qualquer feedback que ela tenha via Facebook (confira aqui nossa sondagem exclusiva, que mostra o quanto as redes sociais podem influenciar nas decisões de compra dos jovens).

De acordo com um recente estudo da Knowledge Networks e do MediaPost, há 80 milhões de pessoas usando redes sociais nos seus aparelhos celulares. Estes consumidores on-the-go agora estão vendo o uso das mídias sociais móveis como um passo necessário no processo de compra. Prestando atenção a esses padrões de comportamento, as marcas podem reconhecer essas tendências e apresentar oportunidades para atingir essa audiência jovem, facilmente impressionada, e viciada em tecnologia.

De que forma, então, as marcas podem se aproximar esse consumidor adolescente móvel que cresce a cada dia? Facebook e Twitter são parte do quebra-cabeças, mas é necessário que haja uma campanha geral que integre mídias sociais e lojas físicas para conduzir a experiência de compra. Talvez um QR code próximo à entrada da loja pode ser um motivo para os consumidores tuitarem sobre uma possível compra. Ou talvez oferecer descontos se eles seguirem a marca enquanto estiverem dentro da loja. Check-ins no Facebook Places/Locais ou no Foursquare podem se traduzir em recompensas com cupons e ofertas diárias. As oportunidades estão disponíveis para os lojistas hoje.

A chave para alcançar esse adolescente de hoje de forma eficiente é atingi-lo em múltiplos canais, casando os seus mundos on e offline. Claramente a importância da experiência física continua. Mas uma estratégica integração com o mobile e as redes sociais é uma receita para um sucesso de vendas.